José Sócrates diz que não confia no advogado oficioso que lhe foi atribuído: "Não me representa. Não me dirijo a ele sequer"

| 15 de Setembro de 2026 às 11:51
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José Sócrates

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Para Sócrates, a situação "atingiu um ponto em que se torna verdadeiramente escandaloso e, no fundo, tudo isso é um padrão".

Em declarações aos jornalistas à chegada ao Campus de Justiça, esta terça-feira, para mais uma sessão da Operação Marquês, José Sócrates criticou o atual advogado, Luís Carlos Esteves, declarando que não confia nele. "Este advogado não me representa. Não me dirijo a ele sequer", afirmou.

O antigo primeiro-ministro voltou a destacar o facto de a juíza não ter concedido dez dias à defesa para ler o processo e se preparar para as sessões em tribunal. "A senhora juíza perdeu por completo a oportunidade de cumprir a Constituição", disse Sócrates.

"É absolutamente inadmissível [...] que um tribunal se comporte desta forma", acrescentou ainda, lembrando que "não fui eu que o escolhi. E tenho um litígio contra ele".

O antigo primeiro-ministro mencionou também que esta era a primeira vez "que isto está a acontecer no nosso País". "É a primeira vez que um tribunal impõe um advogado contra a vontade do arguido por uma única razão: recusa dar aos advogados que eu já nomeei o tempo de preparação da defesa", reiterou.

Para Sócrates, a situação "atingiu um ponto em que se torna verdadeiramente escandaloso e, no fundo, tudo isso é um padrão".

Questionado sobre o tema que deverá abordar na sessão desta terça-feira - o apartamento de luxo em Paris - Sócrates reiterou que não teve qualquer intervenção na compra e que apenas aceitou a oferta de um amigo de viver naquela habitação durante nove meses, enquanto decorriam obras na sua casa.