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A psicóloga clínica recordou outros casos mediáticos de violência contra crianças em Portugal, criticando o funcionamento e os meios das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), sublinhando que «isto é um Estado que abandonou as crianças».
A psicóloga clínica Joana Amaral Dias e o advogado Pedro Proença analisaram esta segunda-feira no NOW o caso de um jovem de 15 anos que confessou ter assassinado a mãe em Algés.
Joana Amaral Dias considerou o matricídio um «crime relativamente raro» e apontou falhas graves às autoridades e às instituições de proteção de menores, afirmando que «o Estado falhou em toda a linha».
A psicóloga clínica recordou outros casos mediáticos de violência contra crianças em Portugal, criticando o funcionamento e os meios das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), sublinhando que «isto é um Estado que abandonou as crianças».
Por sua vez, o advogado Pedro Proença abordou o papel do sistema de Justiça de Família e Menores, argumentando que a falta de recursos e a dependência de relatórios técnicos afetam a eficácia na prevenção de tragédias familiares.
Além disso, foram discutidos os aspetos psicológicos do jovem e a necessidade de uma peritagem para avaliar a sua estrutura de personalidade.