Jovem preso por matar tio é viciado em jogo online e chega a apostar mais de mil euros por dia

| 17 de Janeiro de 2026 às 14:34
A carregar o vídeo ...

Jovem preso por matar tio é viciado em jogo online e chega a apostar mais de mil euros por dia

O dinheiro para jogar pode ter sido um dos motivos que levou ao crime. Após cometer o homicídio, o suspeito de 25 anos incendiou o corpo do tio, num momento em que ele estava sem sentidos, mas ainda vivo.

Viciado em jogo de apostas online, Nuno Ferreira, de 25 anos, chegava a gastar mais de mil euros por dia. Além de ser consumidor de cocaína, o jovem — que ficou em prisão preventiva por assassinar o tio em Sernande, Felgueiras, a 9 de dezembro do ano passado — queria continuar a sustentar o vício. Uma das principais preocupações era arranjar dinheiro. Chegou, até, a fazer um crédito bancário.  

Já com antecedentes criminais por violência doméstica — crime pelo qual chegou a ser condenado a duas penas de cadeia, uma delas efetiva — Nuno é conhecido por ter um comportamento agressivo e nunca aceitou ser contrariado, nem pelos pais, nem pela namorada. 

No dia em que terá matado Moisés com três golpes de ferro na cabeça, os dois encontraram-se ao final da manhã, no centro de Felgueiras, junto a um banco. Não se viam há vários meses e, por isso, iniciaram conversa, durante a qual o tio terá exibido ao sobrinho o saldo da conta bancária e uma quantia em dinheiro que tinha levantado na ordem dos 800 €. Ter-se-á mesmo gabado dos valores depositados na conta bancária.   

Moisés voltou para casa — a 6 km do centro de Felgueiras — e Nuno foi para o seu BMW alugado. Terá sido nessa altura que, acredita a investigação, se dirigiu para casa do tio, já na posse de um ferro de 45 centímetros de comprimento, o qual teria já na viatura.  

O que aconteceu em seguida não é claro. Já no anexo da habitação do tio, os dois terão discutido, ao que tudo indica, por Nuno acreditar que aquele tinha avultadas quantias de dinheiro em casa. Para as conseguir "a bem ou a mal", desferiu-lhe as três pancadas na cabeça fazendo-o cair.  

O tio ficou sem sentidos, mas estava ainda vivo quando o sobrinho lhe regou o corpo com gasolina e incendiou-o com recurso a um isqueiro. Queria ocultar as lesões que tinha cometido.  

No final deixou o local, entrou no carro alugado e ocultou o ferro no carro atrás do banco do condutor, dirigindo-se a casa dos sogros, onde almoçou. Não se sabe se conseguiu ou não levar uma quantia monetária.  

Detido por inspetores da Polícia Judiciária do Porto, Nuno, que chegou a trabalhar como operador de máquinas, ficou em prisão preventiva. Ao juiz de instrução do tribunal de Penafiel aceitou prestar declarações para negar tudo.