Juiz deixa Trump acolher combates de UFC no relvado sul da Casa Branca este fim de semana

Lusa | 12 de Junho de 2026 às 22:30
Donald Trump poderá ser mais branco com as gigantes Anthropic, Google e OpenAI
Donald Trump poderá ser mais branco com as gigantes Anthropic, Google e OpenAI FOTO: SAMUEL CORUM / POOL/AP
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Momento visa celebrar os 80 anos do presidente dos Estados Unidos.

Um juiz federal autorizou esta sexta-feira o presidente norte-americano a celebrar este fim de semana o seu 80.º aniversário e o 250.º do país com combates de UFC num ringue já montado no relvado sul da Casa Branca.

A decisão do juiz distrital Amit Mehta permite aos organizadores utilizar o relvado da Casa Branca como local para o evento de artes marciais mistas da organização Ultimate Fighting Championship (UFC) planeado para domingo.

Mehta concluiu que os autores da ação judicial interposta para proibir a realização do evento provavelmente não têm legitimidade para o contestar e não conseguiram provar que sofreriam danos irreparáveis caso o evento prosseguisse como planeado.

O juiz apontou ainda a "demora injustificada" dos autores da ação para contestar um evento que está a ser planeado há meses.

"No contexto de um pedido de urgência --- e considerando que a data do combate do UFC já era conhecida há muito tempo --- é justo dizer que os autores da ação atrasaram injustificadamente a apresentação da ação, enfraquecendo as suas alegações de danos irreparáveis", escreveu o magistrado.

Os advogados da organização sem fins lucrativos Public Integrity Project apresentaram uma ação para contestar o evento "UFC Freedom 250", de Donald Trump, em nome de uma ativista e de um veterano da guerra do Vietname.

Os dois queixosos pediram ainda ao tribunal que impedisse os organizadores de instalar qualquer tipo de estruturas para o evento nos terrenos da Casa Branca, incluindo uma estrutura de aço com 28 metros de altura e 600 toneladas, chamada A Garra.

Os "danos estéticos" invocados pelos autores da ação, observou o juiz, são temporários, uma vez que A Garra será desmontada a partir de segunda-feira de manhã e os equipamentos de palco no Lincoln Memorial deverão ser removidos antes disso".

"Os comentários do Presidente sobre a permanência da Garra não alteram a situação, perante a clara declaração de um responsável da Casa Branca", escreveu o juiz.

A Casa Branca classificou o processo judicial como uma tentativa infundada de impedir Trump de realizar um evento que não difere em nada de muitos outros realizados rotineiramente em fóruns públicos na capital do país.

O Governo Trump não pode emitir entradas para eventos desportivos no relvado sul da Casa Branca ou no Lincoln Memorial, onde os lutadores do UFC planeavam esta sexta-feira realizar uma conferência de imprensa para os fãs, segundo os advogados dos queixosos, que argumentaram tratar-se de uma iniciativa comercial privada, com fins lucrativos, com pacotes VIP que custam milhões de dólares.

"O Governo do Presidente Trump está a conceder ao UFC uma oportunidade de negócio extraordinária que legalmente não pode conceder e, em troca, o UFC está a realizar um evento no qual a sua direção, lutadores, anunciantes e várias celebridades prestarão homenagem ao Presidente no seu aniversário", sustentaram os advogados da Public Integrity Project.

O Serviço Nacional de Parques e o Departamento do Interior são também citados como arguidos no processo.

Em 2019, durante o seu primeiro mandato presidencial (2017-2021), Donald Trump tornou-se o primeiro chefe de Estado norte-americano em exercício a assistir a combates do UFC.

Trump, um republicano, é amigo do presidente e CEO da UFC, Dana White.

O juiz federal Amit Mehta foi nomeado para o cargo pelo Presidente Barack Obama, um democrata.

Mehta presidiu a outros casos relacionados com Trump, incluindo o processo civil acusando-o de instigar uma multidão de apoiantes a invadir o edifício do Capitólio, onde funcionam as duas câmaras do Congresso dos Estados Unidos, a 06 de janeiro de 2021, quando estas estavam reunidas para certificar a vitória eleitoral do candidato democrata, Joe Biden, nas presidenciais de 2020, que o derrotou.