Julgamento do suspeito de ter esfaqueado jovem Manu em Braga em risco de ser anulado

| 28 de Março de 2026 às 16:00
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Julgamento do suspeito de ter esfaqueado jovem Manu em Braga em risco de ser anulado

Em causa está alegada quebra do dever de impacialidade.

O julgamento do arguido suspeito de ter esfaqueado, até à morte, o jovem 'Manu' , junto ao bar académico da Universidade do Minho, pode vir a ser anulado e retomado com um novo coletivo de juízes.

O arguido considera que o direito da presunção de inocência, admissível até à decisão final do julgamento, foi comprometido pelo próprio tribunal, assim como o dever de imparcialidade. A defesa do suspeito entregou no Tribunal da Relação de Guimarães um pedido de anulação do julgamento, que decorre no tribunal de Braga, justificado com um incidente de recusa de todo o coletivo de juízes.

Em consequência, a equipa de advogados do arguido sustenta a realização de um novo processo de julgamento com outro coletivo de juízes. O pedido da anulação das diligências decorre de afirmações feitas pela juiz presidente do coletivo de juízes que está a julgar o arguido pela suspeita do crime de homicídio.

No final da audiência do passado dia 23 de março, a magistrada verbalizou afirmações que descredibilizam e menorizam as alegações, produzidas pelo Ministério Público, advogados dos assistentes e da defesa, que visam demonstrar a inocência ou a culpabilidade do arguido. Segundo a juiz presidente, a convicção do tribunal já está formada.

Tal afirmação levou a Procuradora do Ministério Público a perguntar: "Então, para que é que alegamos?".

Os Juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Guimarães vão agora decidir sobre o pedido do arguido.