Justiça não sabe onde está Jaime Madureira — o antigo dirigente suspeito de desviar 53 mil euros dos bombeiros voluntários do Porto

| 02 de Maio de 2025 às 12:58
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Jaime Madureira

O pai de ‘macaco’ não vive nas duas moradas que constam do processo.

O julgamento de Jaime Madureira arranca no dia 30 no Tribunal de São João Novo, no Porto. O ex-dirigente está acusado de desviar 53 mil euros dos bombeiros voluntários do Porto, mas a Justiça não sabe onde está.

O pai de ‘Macaco’ - o ex-chefe dos Super Dragões - tem duas moradas no processo, mas não vive em nenhuma delas. Não chegou sequer a receber a acusação do Ministério Público do Porto, uma vez que as cartas vieram todas devolvidas.

O antigo presidente da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Porto tinha dado como morada um apartamento na rua dos Mercadores, no Porto, onde já não vive há quatro anos.

Já em fevereiro deste ano, após ter sido acusado, enviou uma informação para o processo a dar conta de que estava afinal a viver na rua de São João, também no Porto. As cartas vieram mais uma vez devolvidas e a juíza do Tribunal de São João Novo ordenou que a PSP tentasse notificar Jaime Madureira pessoalmente. Um agente foi à nova morada, mas recebeu a informação de que o pai de ‘Macaco’ também ali não vive.

A magistrada que vai presidir ao julgamento entende que Jaime Madureira, de 73 anos, está notificado - através da sua advogada - e que sabia as obrigações a que está sujeito, uma vez que prestou termo de identidade e residência e teria de informar o processo caso mudasse de morada.

Segundo a acusação, o pai de Fernando Madureira usou, entre 2015 e 2019, o dinheiro dos bombeiros para várias despesas: almoços e jantares de marisco e compras de supermercado - que incluíam whisky, espumante, borrego, tripas, e comida para gato. Também efetuou várias despesas de combustível.

Jaime Madureira responde por um crime de peculato. O Ministério Público pede que devolva os 53 mil euros desviados.