Licença parental que era paga a 100% durante 120 dias vai ser alargada

Jornal de Negócios | 15 de Setembro de 2026 às 13:17
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Licença parental

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A iniciativa de alterar a lei partiu de um grupo de cidadãos. A proposta será debatida e votada no Parlamento esta quarta-feira, ainda na especialidade.

A proposta contou com a assinatura de mais de 42 mil pessoas que lutam pelo alargamento da licença parental inicial exclusiva da mãe, a do pai, e ainda da licença parental até aos 180 dias, paga a 100%.

O documento chegou ao Parlamento no ano passado e foi aprovado na generalidade em janeiro deste ano, com a abstenção do PSD e do CDS.

Quer isto dizer que é quase certo que as mães e os pais poderão ficar mais tempo em casa depois do nascimento do primeiro filho, mas ainda está por decidir por quanto tempo e com que regras.

Para já, todos os partidos apresentaram propostas de alteração.

O PS defende que a licença parentar seja paga na totalidade até aos cinco meses. Pode ir até aos 180 dias mas, neste caso, a remuneração descia para os 83%.

Uma posição próxima à do PSD, que quer que os últimos 60 dias da licença sejam partilhados em períodos iguais pelos pais.

O Chega eleva a fasquia e avança com uma proposta de licença parental inicial para o pai e mãe de até 240 dias. André Ventura defende ainda que o pai seja obrigado a gozar 60 dias consecutivos logo após o nascimento.

No caso das famílias monoparentais, a proposta do grupo de cidadãos prevê que um dos progenitores fique com a totalidade da licença, o que não está previsto na lei.

É um tema de discussão entre os três grandes partidos. O PS admite este cenário, mas apenas quando exista um progenitor legalmente reconhecido.

O Chega admite a licença por inteiro nas famílias monoparentais, mas com exigências. O PSD propõe apenas que fique excluído o alargamento da licença parental inicial para seis meses.

Quanto aos outros partidos, a proposta da Iniciativa Liberal aproxima-se da do Chega. 

Os comunistas querem os 210 dias consecutivos, com 180 dias exclusivos para a mãe e 30 dias para o pai. E propõem também a criação de um novo subsídio no caso de bebés prematuros.

O tema vai ser debatido na especialidade esta quarta-feira no Parlamento.