Sobre o privado, Mendes Lopes sustentou que um incentivo por parte do Estado é importante para as empresas.
O Livre vai propor, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado na especialidade, a adoção da semana de quatro dias de trabalho, querendo um teste piloto na administração pública e mais projetos no privado.
"Nós vamos insistir, é preciso fazer o teste piloto na semana de quatro dias na administração pública, e aí o Estado é o empregador e não há razão nenhuma para não o fazer. E é preciso continuar a fazer projetos-piloto no privado", adiantou a líder parlamentar do Livre.
Isabel Mendes Lopes visitou esta manhã o Centro Infantil Maria de Monserrate, em Lisboa, que tem adotado este sistema desde 2023.
Em declarações à agência Lusa e à RTP, a porta-voz do Livre defendeu que os resultados dos testes já realizados sobre a semana de quatro dias - uma bandeira em que o partido tem insistido - "foram muito bons, não só em termos da melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, mas também da própria produtividade das empresas".
"Os projetos-piloto permitem-nos perceber como é que as coisas funcionam, o que é que corre bem, o que é que corre mal, para depois termos decisões políticas mais à frente, que possam ser definitivas, mais informadas, esse é o objetivo dos projetos-pilotos. Mas o Governo bloqueou a continuidade do projeto-piloto na administração pública, e nós vamos continuar a insistir. Agora com os resultados da administração pública dos Açores, há muito pouca margem para que a senhora ministra continue a dizer que não quer fazer isto", argumentou.
"Ainda agora, nos Açores, tivemos uma experiência novamente da semana de quatro dias na administração pública nos Açores, promovida pelo governo da AD nos Açores, e os resultados também são novamente ótimos, não só os trabalhadores estão mais descansados, dormem melhor, estão menos ansiosos, melhor conciliação de trabalho com a família, mas também conseguem trabalhar melhor, ou seja, resolveram mais processos trabalhando menos tempo", sustentou.
Isabel Mendes Lopes considerou que esta medida é uma "ferramenta para melhorar a produtividade da economia".
Sobre o privado, Mendes Lopes sustentou que um incentivo por parte do Estado é importante para as empresas.
"A questão da semana de quatro dias também é uma reorganização da própria gestão do trabalho, e é normal que as empresas precisem da ajuda para se reorganizarem para fazer essa gestão do trabalho. E, portanto, há aqui uma obrigação também do Estado, do nosso ponto de vista, de ajudar as empresas a se reorganizar. Não custa nada e o retorno que pode ter para o país é imenso, e portanto nós não percebemos esta relutância que o Governo tem tido em continuar a testar a semana de quatro dias", sustentou.