Luís Montenegro
De acordo com os dados revelados, o primeiro-ministro demissionário declarou um custo de construção de 500 euros por metro quadrado em 2015 e 2016, enquanto o Fisco utilizou um valor base de 603 euros por metro quadrado para calcular o Valor Patrimonial Tributário .
O património imobiliário de Luís Montenegro continua a gerar polémica. Desta vez, a controvérsia envolve a construção da sua moradia de luxo em Espinho, cujo valor comunicado à Câmara Municipal foi significativamente inferior ao valor base utilizado pelo fisco para efeitos fiscais.
De acordo com os dados revelados, o primeiro-ministro demissionário declarou um custo de construção de 500 euros por metro quadrado em 2015 e 2016, enquanto o Fisco utilizou um valor base de 603 euros por metro quadrado para calcular o Valor Patrimonial Tributário (VPT). Em contraste, o preço médio de mercado em Espinho rondava os 1000 euros por metro quadrado na época, o dobro do valor comunicado por Montenegro.
A moradia, com uma área total de 829,6 metros quadrados, é um imóvel de dois pisos, tipologia T5, com elevador. Com base no valor declarado pelo primeiro-ministro, a construção terá custado cerca de 415 mil euros. Contudo, aplicando o valor base do Fisco, o custo teria ultrapassado os 500 mil euros.
Até ao momento, Luís Montenegro não revelou o custo real da construção e não respondeu às questões colocadas pelo "Correio da Manhã". Em 2022, o Fisco atribuiu à casa um Valor Patrimonial Tributário de aproximadamente 575 mil euros. Com base nesse valor, o primeiro-ministro irá pagar 2126 euros de IMI em 2024.