Luís Montenegro impede acesso público a 55 imóveis declarados
As casas e os terrenos do primeiro-ministro passam a estar fora do escrutínio público.
A lei prevê que os políticos e altos gestores públicos possam opor-se ao acesso público da matriz dos imóveis, por isso, Luís Montenegro não permite o acesso ao número da matriz dos 55 imóveis que declarou à Entidade para a Transparência.
São seis imóveis urbanos, entre os quais a casa em Espinho e um apartamento em Lisboa, e 46 prédios rústicos que herdou da família.
Questionado este sábado sobre o motivo que levou o primeiro-ministro a fazer esta oposição, o Governo não respondeu. O Correio da Manhã apurou que a decisão poderá estar relacionada com a preocupação da reserva da intimidade e da vida privada com a segurança dos elementos da família.
O número da matriz é essencial para identificar e localizar um imóvel, mas é indispensável para ter acesso à escritura única de compra e venda de um imóvel, para verificar se algum político ou alto gestor público terá comprado imóveis à margem da lei ou se terá tido algum benefício no preço.
A Entidade para a Transparência esclareceu que Luís Montenegro se opôs à divulgação dos clientes da Spinumviva, empresa de família do primeiro-ministro, no início de julho. Entre os clientes constavam a Solverde, a Ferpinta e a gasolineira de Braga, Joaquim Barros Rodrigues e Filhos.
Em março, o chefe do Governo e a mulher passaram a Spinumviva para a posse dos filhos.