Luís Montenegro
Ao Correio da Manhã, o primeiro-ministro não explica a origem desse dinheiro.
Cada uma das contas à ordem tinha um saldo inferior a 41 mil euros, o valor equivalente a 50 salários mínimos em 2024.
Foi com a utilização dessas mesmas contas bancárias que Luís Montenegro comprou, em novembro do ano passado, o apartamento na capital no valor de cerca de 401 mil e 300 euros.
A utilização das verbas dessas contas é apontada assim como a explicação para os 226 mil euros utilizados na compra do imóvel, cuja origem não é possível apurar através da análise das declarações de rendimentos.
Quase um mês depois de ter efetuado a compra da casa, o primeiro-ministro entregou uma declaração de rendimentos de alteração. É precisamente nesse documento que consta a redução do património financeiro em 75 mil e 206 euros e o aparecimento de um crédito do Banco Comercial Portugal de 100 mil euros.
Ora a soma destes dois valores é 226 mil euros inferior à despesa total com a casa.
Nas respostas enviadas ao Correio da Manhã, o primeiro-ministro não explicou de onde surgiu esse dinheiro, mas afirmou que a origem do património foi o trabalho e garante que não existem nem dados, nem meios ocultos.