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«Luís Neves já vai tarde. Não surpreende porque o padrão ético de Montenegro degradou bastante a democracia», diz Eduardo Cabrita

Rita Carmona Direito | 24 de Julho de 2026 às 12:16
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Sobre a possibilidade de uma comissão parlamentar de inquérito, o ex-ministro defendeu que a Assembleia da República tem funções de fiscalização política e administrativa, mas não deve confundir o seu papel com o de procuradores da República.

O antigo Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, esteve no NOW para analisar a polémica em torno de Luís Neves e a gestão do processo.

Eduardo Cabrita considerou que os acontecimentos das últimas semanas põem em causa a autoridade necessária para liderar o combate aos incêndios e o comando das forças de segurança, defendendo que é fundamental prestar esclarecimentos rápidos.

«Neste momento, Luís Neves já vai tarde», afirmou o antigo governante, criticando a falta de apresentação de documentos e explicações perante as notícias que têm surgido.

Eduardo Cabrita apontou ainda responsabilidades ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmando que «o padrão ético dele degradou bastante a democracia» e que não faz sentido aguardar pelas conclusões de um inquérito criminal do Ministério Público, que pode demorar meses ou anos.

Sobre a possibilidade de uma comissão parlamentar de inquérito, o ex-ministro defendeu que a Assembleia da República tem funções de fiscalização política e administrativa, mas não deve confundir o seu papel com o de procuradores da República.

Eduardo Cabrita sublinhou também as diferenças entre este caso e o do ministro da Educação, destacando que a prioridade relativamente a Luís Neves é a preservação da credibilidade da Polícia Judiciária e da autoridade do Estado.