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"Luís Neves não se deve demitir nem lhe deve ser exigido isso", afirma Fernando Medina

| 22 de Julho de 2026 às 23:03
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O antigo ministro das Finanças afirmou que não há qualquer suspeita formal sobre o ministro da Administração Interna e que o ataque tem origem em setores que não perdoam a Neves ter desmontado a relação entre imigração e criminalidade.

Fernando Medina marcou presença esta quarta-feira no NOW e afirmou que Luís Neves não se deve demitir. O antigo ministro das Finanças reconheceu que até agora não existem indícios de que o ministro da Administração Interna poderá ter cometido um crime de abuso de poder e sublinhou que "não impende nenhuma acusação formal de qualquer indício de natureza criminal" — apenas "insinuações."

O antigo ministro das Finanças elogiou "o garbo" com que Luís Neves conduziu e capacitou a Polícia Judiciária ao longo de décadas, sublinhando que o seu nome é "muito respeitado por pessoas de múltiplos quadrantes."

Sobre a origem da polémica, Fernando Medina não teve dúvidas: "Está a ser vítima de um ataque de caráter e sabe-se a origem — muito associado ao Chega e à extrema-direita e a setores de extrema-direita dentro do PSD".

Na leitura do antigo governante, há duas razões para esse ataque: Luís Neves desmontou com eficácia a relação entre imigração e criminalidade — narrativa cara à extrema-direita — e lançou operações da PJ contra grupos extremistas de extrema-direita que representavam ameaças reais à segurança das pessoas.

"Isto começa sempre da mesma forma: um jornal publica uma história, setores próximos da extrema-direita ampliam essa história e, como depois não tem nada, arranja-se outra", concluiu Medina.