Luís Pires explica proximidade entre Charlie Kirk e Donald Trump

| 11 de Setembro de 2025 às 13:36
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Correspondente do NOW nos Estados Unidos, Luís Pires

O correspondente do NOW nos Estados Unidos descreveu Kirk como um “homem muito religioso, com um discurso fluído e facilidade de comunicação”, que dedicou grande parte da sua vida a apoiar o Presidente americano.

O correspondente do NOW nos Estados Unidos, Luís Pires, explicou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, era um grande admirador de Charlie Kirk, que foi assassinado esta quarta-feira, num debate da Universidade de Utah. 

“Os americanos [...] não sabem concretamente para que lado é que se hão de voltar. A América está de facto numa situação extremamente complicada”, disse o correspondente. 

Luís Pires lembrou um momento em que conheceu Charlie Kirk, num dos seus eventos na Penn University, em Filadélfia, no estado da Pensilvânia. À margem do debate, Kirk disse que “a América iria emergir com os pensamentos de Donald Trump”, refletindo os seus ideiais republicanos e a sua admiração pelo Presidente americano. 

O correspondente do NOW descreveu Kirk como um “homem muito religioso, com um discurso fluído e facilidade de comunicação”, que “dedicou grande parte da sua vida a apoiar Donald Trump”. 

“Ele fê-lo não só em toda a América, perante a juventude, mas sobretudo nos chamados ‘swing states’”, explicou. 

‘Swing states’ são estados mais pequenos ou onde a tendência de voto é mais imprevisível, tornando-os decisivos para o resultado das eleições no país. Ao contrário dos restantes estados, na Pensilvânia, Wisconsin, Michigan, Arizona, Nevada, Geórgia e Carolina do Norte, não existe um histórico de voto consistente, ao contrário de outros estados, como o Texas, que vota consistentemente a favor do Partido Republicano, ou a Califórnia, que tende a votar no Partido Democrata. 

Nas eleições presidenciais de 2024, a candidata democrata, Kamala Harris, perdeu votos para Donald Trump nas juventures destes ‘swing states’. 

“Para além dos ‘podcasts’ e das presenças em muitas universidades e liceus, com uma mensagem muito forte para os mais jovens, ele conseguiu chegar onde queria”, explicou Luís Pires. 

Charlie Kirk tinha marcado um debate com mulheres americanas para o dia 25 de setembro. O republicano tinha uma opinião muito forte em relação ao assunto, defendendo frequentemente que, para as mulheres, “pirmeiro é preciso ter muitos filhos e depois é que vamos pensar no trabalho”. 

“Ele tinha esta retórica, que nem toda a gente estava de acordo, porque era extremamente radical. Naturalmente, isso era observado nos seus ‘podcasts’ e dos debates que fazia”, acrescentou o correspondente do NOW.