Guerra e Paz
No NOW, o especialista defendeu que é um "risco assumir incursões, drones, naves ou helicópteros" por serem precisamente "atos de guerra".
O professor catedrático de Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz desta segunda-feira, da autoria de Germano Almeida. "Como é que a Ucrânia vai resistir aos ataques contra infraestruturas energéticas?" foi a questão de partida desta edição.
Questionado por Germano Almeida como é que se pode encarar os múltiplos avistamentos de drones pela Europa e se poderia assumir que é da autoria de Moscovo, o especialista garantiu que é um risco assumir quaisquer "incursões, drones, naves ou helicópteros", por indicarem, precisamente, "atos de guerra".
Neste sentido, Luís Tomé afirmou que, em primeiro lugar, os países devem abater quaisquer aeronaves tripuladas não autorizadas que entrem no espaço aéreo europeu.
De seguida, defendeu que é preciso exigir mais explicações em relação ao avistamento de drones: "não basta ficar a suspeita ou a notícia de que há drones, é preciso dizer quem são os responsáveis. E se for a Rússia, é necessário atuar em conformidade", vincou.