Mãe revoltada com sucessivas ameaças e provocações de que filho de 14 anos tem sido alvo em escola de Famalicão

| 21 de Maio de 2026 às 19:44
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Famalicão

O menor já foi agredido pelo mesmo aluno o que leva a mãe a temer pela integridade do filho.

Uma mãe está revoltada e preocupada com sucessivas ameaças e provocações de que o filho, de 14 anos, tem sido alvo por parte de outro aluno de uma escola de Famalicão. O primeiro episódio de violência aconteceu há cerca de um ano. 

“Vi o meu filho todo pisado e marcado na cara e perguntei o que é que tinha acontecido. Explicaram-me que o ***** foi ter com outro menino da Escola e perguntou porque é que deste um estalo à fulana de tal? E ele fez igual, o que fez à rapariga fez ao *****. Começou a bater-lhe tanto que o marcou todo na cara”, contou. 

 Nessa altura a PSP deslocou-se à Escola e tomou conta da ocorrência, mas os confrontos e as provocações não ficaram por aí e intensificaram-se nas últimas semanas. 

“Disse ***** o que é que se passa? Mãe é sempre ele, passa e ameaça, faz e acontece, empurra-me, faz isto e faz aquilo. E eu disse que até agora não era sabedora de mais nada. Pensei que as coisas já tinham terminado. E ele disse, não, ele faz sempre, onde me vê vai e mete-se comigo”, acrescentou. 

Esta quinta-feira a mulher teve até de ir buscar o filho à Escola mais cedo depois de novo episódio. 

“Estou em casa liga-me a escola a dizer que tem de chamar a polícia. E eu sem saber de nada. Disse quero falar com o meu filho. Liguei para o número da Escola o meu filho falou. O que é que aconteceu? Foi ele outra vez mãe, puxou-me a camisola, mas eu dei-lhe um empurrão e um amigo meu deu-lhe um soco para ele sair”, relatou. 

A encarregada de educação está revoltada com a Escola e teme pela integridade do filho. 

“A resposta da escola é que não pode fazer nada. Sendo que o miúdo ontem ou anteontem puxou de faca para outro miúdo, bateu numa miúda. O miúdo bate, é expulso uma semana da escola e faz aquilo que quer e lhe apetece. Chama-se a polícia, liga para a mãe, a mãe vem aqui. Ele faz o que quer e lhe apetece e a polícia vai embora porque diz que não pode fazer mais nada”, explicou. 

Contactada por email, a Escola Dona Maria II não respondeu até à conclusão desta reportagem. Por telefone foi indicado que a direção estava em reunião.