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O cenário é mais complicado na região de Lisboa e Vale do Tejo.
A falta de professores continua a deixar milhares de alunos sem horários preenchidos. Contas feitas, são mais de 150 mil os alunos que vão apresentar furos nos horários, ou seja, cerca de 10% do total de estudantes tem pelo menos uma disciplina sem professor no início do ano.
Os valores foram calculados com base na existência de 1314 horários completos a concurso, na plataforma de contratação de escola. Relativamente ao ano passado, há mais 30% de alunos sem professor.
O problema concentra-se sobretudo na área de Lisboa e Vale do Tejo, onde existem 689 horários por preencher.
Os cálculos remetem a 3 de setembro e foram feitos por Davide Martins, docente e especialista em concursos para ao blogue DeAr Lindo.
Se o cenário já parece difícil, ainda pode piorar, uma vez que em outubro saem mais 398 docentes para a reforma e ainda não se sabe quantos professores vão colocar baixa por doença prolongada ou gravidez de risco.
Filinto Lima, Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, defende que o Ministério da Educação devia tentar superar os constrangimentos e dar aos professores apoio efetivo na estadia dos docentes.
Os profissionais deslocados, por vezes, são obrigados a apagar duas rendas, uma na residência e outra na zona onde ficam colocados.
Apesar do Governo já ter anunciado ajudas, apenas se destinam a escolas com maior carência de docentes.