José Branco, da Proteção Civil Municipal de Beja
José Branco, da Proteção Civil Municipal, em declarações à CMTV, classificou o acontecimento como "uma desgraça". "Quando cheguei, as árvores já estavam parcialmente cortadas. O Presidente da Câmara pediu para minimizar os danos, cortar o que fosse possível, para que o trabalho fosse mais fácil".
Um tornado com forte intensidade atingiu Beja esta sexta-feira, causou danos consideráveis, incluindo o arranque de mais de cem oliveiras. O trabalho de recuperação nas áreas afetadas está a ser intenso, com a Proteção Civil Municipal a agir rapidamente para minimizar os estragos.
José Branco, da Proteção Civil Municipal, em declarações à CMTV, classificou o acontecimento como "uma desgraça". "Quando cheguei, as árvores já estavam parcialmente cortadas. O Presidente da Câmara pediu para minimizar os danos, cortar o que fosse possível, para que o trabalho fosse mais fácil", relatou.
"Este ano tem sido assim, sempre a cortar árvores. Quando aconteceu o incidente perto do Hotel Martinho, foi uma verdadeira tragédia. Já tive de sair várias vezes da Câmara apenas para cortar árvores", acrescentou.
A situação não é inédita, mas a força do tornado desta sexta-feira foi significativa. "Foi um tornado com grande capacidade, senão não teria causado tanto dano. Nós já viemos da zona das culinárias, onde também cortámos várias oliveiras, e o cenário é desolador. Mais de 100 oliveiras foram destruídas", disse José Branco.
O trabalho da equipa de Proteção Civil, incluindo o colaborador Diogo, foi árduo, com várias horas dedicadas ao corte das árvores danificadas. "Ficámos cerca de duas horas a cortar oliveiras, e agora continuamos a nossa intervenção. Estamos a tentar minimizar os danos para que as pessoas da área não sejam ainda mais afetadas", explicou.
O tornado não se limitou a uma área específica. "Este mini-tornado não passou apenas por aqui, como inicialmente pensámos. Ele seguiu em direção às Estradas Apolinárias, rumo a Bolesão e ao norte, onde arrancou também algumas asinheiras", indicou José Branco.
O tornado, que seguiu uma rota norte, causou destruição em diversas zonas, incluindo as margens da estrada.
Em relação às árvores que restaram, José Branco explicou que é essencial tratar as que foram danificadas para evitar riscos futuros. "Algumas das árvores ainda não foram totalmente derrubadas, mas podem cair a qualquer momento. Precisamos de intervir para evitar que isso aconteça, pois a segurança da população é a nossa prioridade", afirmou.
Apesar da pequena dimensão da população local, o impacto foi grande. "As pessoas ficaram muito alarmadas, principalmente devido aos danos nos telhados das casas. Alguns telhados foram arrancados, e se não estivéssemos aqui na altura, a situação teria sido ainda mais grave", disse.