"Mais importante do que cravos é os portugueses terem direto à saúde e à educação", defende André Ventura

| 25 de Abril de 2026 às 12:08
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André Ventura

O líder do Chega apontou as "reformas miseráveis dos pensionistas" e voltou a falar na corrupção.

André Ventura garantiu que este "não é o dia dos capitães de Abril". "Por ser um de todos, não é o dia dos capitães de abril, é o dia de todas as forças armadas. Não é um dia em que se celebram os capitães de um mês, é um dia de todos! Da nossa parte quero que saibam que quem mata militares portugueses não tem outro nome se não 'assassino' e nunca nos esqueceremos deles", explicou. 

O líder do Chega explicou depois os cravos verdes na bancada do Chega: "Apunhalados pelas costas, assim fomos. Enquanto uns lutavam outros aplaudiam os que matavam. Esta enorme nação começou há muitos séculos, foi assim a vida da democracia e da nossa história. Celebrar o 25 de Abril tem de ser assumir toda a nossa história. Uma parte dela é os que partiram, por isso ficaram muito incomodados em ver estas cerimónias e eles tinham de partir para a Suécia e para o Canadá, este cravo verde é o símbolo da nossa comunidade emigrante no mundo inteiro", atira Ventura, colocando o cravo verde juntos dos vermelhos à sua frente. 

Por fim apontou as "reformas miseráveis dos pensionistas" e voltou a falar na corrupção. O líder do Chega falou ainda sobre a reforma laboral e do Estado durante o discurso, frisando que não vai aceitar que estas "sejam facilitadoras da corrupção". 

Ventura deixa ainda um aviso: "Mais importante do que cravos, é os portugueses terem direto à saúde, à educação, era para isso que a Constituição devia servir. Quando se fala em liberdade, querem ilegalizar partidos, é a liberdade que eles sempre quiserem, mas agora é a liberdade de uma direita grande, que nunca vai desistir! Querem museus do 25 de Abril, não lhes bastou gastar um milhão de euros com comissões de celebração do 25 de Abril? Enquanto pedem museus, homens que lutaram por uma guerra hoje não têm nada, dão-lhes miseráveis cartões de saúde. A todos os antigos combatentes deste país, a nossa homenagem mais sentida deste parlamento."