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O especialista concluiu que a paz depende da resolução de dois problemas centrais: a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e a questão do programa nuclear iraniano. «Enquanto estes dois aspetos não forem devidamente acautelados, não vai haver paz», rematou.

O Major-General Isidro de Morais Pereira analisou esta quarta-feira no NOW os recentes desenvolvimentos nos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. Sobre a guerra na Europa, o especialista destacou os ataques russos a infraestruturas portuárias em Odessa e a navios de carga, referindo que a Ucrânia responde com ataques a refinarias russas.  

«Neste momento, cerca de 40% da capacidade de refinação russa está inoperacional», afirmou o major-general, sublinhando as dificuldades de abastecimento na Rússia.  

Além disso, abordou a reunião da Coligação dos Dispostos em Paris, onde a Ucrânia garantiu mais sistemas de defesa antiaérea. «Zelensky não saiu de mãos abanar. Saiu com autorizações para produzir armamento francês», explicou.  

No que diz respeito ao Médio Oriente, o especialista comentou a escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irão, notando que os norte-americanos realizaram uma nova onda de ataques durante o dia.  

O major-general indicou que as negociações estão paralisadas, citando a posição do presidente dos Estados Unidos: «Neste momento, Trump não está disposto a negociar».  

O especialista concluiu que a paz depende da resolução de dois problemas centrais: a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e a questão do programa nuclear iraniano. «Enquanto estes dois aspetos não forem devidamente acautelados, não vai haver paz», rematou.