“Marcelo Rebelo de Sousa encerra um ciclo de grandes figuras políticas fundadoras da democracia”, diz Isaltino Morais

Inês Simões Gonçalves | 06 de Março de 2026 às 23:50
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“Marcelo Rebelo de Sousa encerra um ciclo de grandes figuras políticas fundadoras da democracia”, diz Isaltino Morais

Segundo o presidente da Câmara de Oeiras, “o professor Marcelo teve a capacidade para compreender que os portugueses precisavam de afetos”.

O Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, esteve no programa Informação Privilegiada desta sexta-feira, no NOW, e falou sobre o final do último mandato de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República. 

Para o autarca, Marcelo “encerra um ciclo de grandes figuras políticas fundadoras da democracia”. Isaltino Morais explicou que o Presidente da República teve uma “transmutação repentina” depois da crispação deixada por Aníbal Cavaco Silva. 

“Enquanto primeiro-ministro, [Cavaco Silva] foi muito consensual — foi primeiro-ministro durante dez anos —, mas como Presidente da República [...] criou uma certa crispação no país”, explicou. 

Segundo o presidente da Câmara de Oeiras, “o professor Marcelo teve a capacidade para compreender que os portugueses precisavam de afetos”. 

“Ele foi capaz de ter essa sensibilidade e de se aproximar dos mais frágeis. Essa é uma grande qualidade dele: passar de provocador para o ‘Presidente dos afetos’”, acrescentou. 

Isaltino Morais considerou que Marcelo teve “momentos bons no primeiro mandato”, mas realçou que teve momentos mais difíceis, como o caso das gémeas — que envolvia o filho. 

“No final deste mandato, com as tempestades [...] mais uma vez veio ao de cima a sua sensibilidade para estar próximo das pessoas, portanto, o saldo é positivo”, concluiu.