“Marcelo Rebelo de Sousa encerra um ciclo de grandes figuras políticas fundadoras da democracia”, diz Isaltino Morais
Segundo o presidente da Câmara de Oeiras, “o professor Marcelo teve a capacidade para compreender que os portugueses precisavam de afetos”.
O Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, esteve no programa Informação Privilegiada desta sexta-feira, no NOW, e falou sobre o final do último mandato de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República.
Para o autarca, Marcelo “encerra um ciclo de grandes figuras políticas fundadoras da democracia”. Isaltino Morais explicou que o Presidente da República teve uma “transmutação repentina” depois da crispação deixada por Aníbal Cavaco Silva.
“Enquanto primeiro-ministro, [Cavaco Silva] foi muito consensual — foi primeiro-ministro durante dez anos —, mas como Presidente da República [...] criou uma certa crispação no país”, explicou.
Segundo o presidente da Câmara de Oeiras, “o professor Marcelo teve a capacidade para compreender que os portugueses precisavam de afetos”.
“Ele foi capaz de ter essa sensibilidade e de se aproximar dos mais frágeis. Essa é uma grande qualidade dele: passar de provocador para o ‘Presidente dos afetos’”, acrescentou.
Isaltino Morais considerou que Marcelo teve “momentos bons no primeiro mandato”, mas realçou que teve momentos mais difíceis, como o caso das gémeas — que envolvia o filho.
“No final deste mandato, com as tempestades [...] mais uma vez veio ao de cima a sua sensibilidade para estar próximo das pessoas, portanto, o saldo é positivo”, concluiu.