Marco Rubio agradece cooperação de Portugal no setor da defesa
A chamada telefónica entre o secretário de Estado norte-americano e o ministro dos Negócios Estrangeiros português acontece numa altura em que Donald Trump tem criticado os aliados europeus
A estreita cooperação económica e de defesa entre Portugal e os Estados Unidos mereceu elogios por parte do Governo de Donald Trump. Através de uma chamada telefónica esta terça-feira, Marco Rubio e Paulo Rangel, abordaram a situação no Médio Oriente e registaram a importância não só da ligação transatlântica, como também da relação bilateral.
Os elogios por parte do Governo norte-americano a Portugal, surgem numa altura em que Donald Trump não se tem poupado a críticas aos aliados europeus, acusando-os de serem pouco prestáveis na guerra no Médio Oriente.
Umas das crises diplomáticas é entre os Estados Unidos e Espanha. Nos últimos dias, o líder norte-americano ameaçou cortar totalmente as relações comerciais com Espanha, em retaliação direta à decisão de Madrid de interditar o espaço aéreo e aviões norte-americanos envolvidos no conflito no Médio Oriente.
Pela primeira vez desde o início do conflito, França seguiu o mesmo caminho na rejeição de operações militares norte-americano-israelitas. Através das redes sociais, Donald Trump garantiu que não vai esquecer.
“A França não permitiu que aviões com destino a Israel, carregados de mantimentos militares, sobrevoassem o território francês. França tem sido muito pouco prestável em relação ao 'talhante do Irão', os EUA lembrar-se-ão!!!", lê-se.
Espanha e França não são os únicos países europeus que estão a fazer frente aos Estados Unidos... Também Itália negou, na semana passada, permissão para que os aviões militares norte-americanos aterrassem na base aérea de Sicília.
Também o Reino Unido foi alvo de críticas por parte de Donald Trump por não querer participar na intervenção militar no Irão.
“Todos os países que não conseguem obter combustível para aviões devido ao Estreito de Ormuz, como o Reino Unido que se recusou a envolver-se na decapitação do Irão, eu tenho duas sugestões. Ou compram petróleo aos Estados Unidos, nós temos bastante, ou terão de ir até ao Estreito de Ormuz buscá-lo”, disse.
Numa altura em que a guerra no Médio Oriente parece não ter um fim à vista, o clima de tensão entre os Estados Unidos e os países europeus não para de crescer.