Maria do Céu Guerra
As declarações da atriz surgem na sequência de um ataque violento ao ator Adérito Lopes na noite de terça-feira.
Maria do Céu Guerra, atriz, encenadora e cofundadora do teatro "A Barraca", e que participava na peça do ator que foi violentamente atacado por um grupo de extrema-direita na noite de terça-feira, defendeu a necessidade de se fazer cumprir a Constituição, caracterizando o ato violento como "terrorista".
"Temos a obrigação de fazer cumprir a Constituição, porque aquilo que se faz clandestinamente — porque estes ataques são completamente terroristas — têm de ser punidos", vincou a atriz, em declarações aos jornalistas, em frente ao Cinearte, em Lisboa, onde Adérito Lopes foi agredido.
A encenadora continuou por referir que o rosto do ator é o seu "material de trabalho" e defendeu que o agressor deve sofrer maiores consequências do que "assinar apenas um papelinho" na esquadra e depois soltá-lo.
Segundo Maria do Céu Guerra, o ator foi agredido após uma das atriz de "A Barraca" ter sido insultada por elementos do grupo, com palavras de teor machista e por motivações políticas.