Mariana Leitão
A líder da Iniciativa Liberal explicou que não deviam ser as empresas a assumir os custos do período para o luto gestacional e da redução de horário para a amamentação, mas sim o Estado.
A líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, esteve programa Informação Privilegiada no NOW na noite desta quinta-feira e falou sobre as alterações na lei laboral propostas pelo Governo.
Mariana Leitão começou por defender que a reforma laboral é fundamental, mas que as propostas do executivo de Luís Montenegro estão “desfasadas da realidade”.
“Há um caminho que tem de ser seguido, para uma maior flexibilidade, para acabar com a rigidez da lei laboral e adaptá-la ao século XXI. Agora, parece-nos que estas medidas relativamente à parentalidade e à amamentação estão um bocadinho desfasadas da realidade”, afirmou a líder da IL.
Explicou que há um problema que é preciso resolver, referindo-se ao facto de “quem assume o custo" [do direito ao luto gestacional] ser as empresas e não o Estado.
“O que se retira aqui é, por um lado, aqueles três dias que permitem que uma pessoa possa passar por essa situação sem ter necessariamente de ir a um médico pedir baixa, porque sabemos que são situações delicadas. [Por outro lado] é também a questão do pai, que [...] é completamente esquecido e é posto de parte quase como uma figura acessória, que apenas vai dar apoio, quando também está a passar por um luto”, defendeu.
Mariana Leitão explicou ainda que, no caso de Portugal, onde o tecido empresarial é composto maioritariamente por pequenas e médias empresas, o facto de não ser o Estado a assumir os custos dos três de luto gestacional e da redução de horário para as mães no período de amamentação, pode ter efeitos significativos para as empresas.