Frente a Frente
Frente a Frente no NOW, André Coelho Lima afirmou que a segunda volta das eleições presidenciais, que acontecem dia 8 de fevereiro, vão "tornar mais clara" uma divisão que existe hoje na sociedade e "para a qual as pessoas não estão preparadas". E Mariana Vieira da Silva afirma que André Ventura diz "sistematicamente que quer mudar o regime".
Mariana Vieira da Silva (PS) e André Coelho Lima (PSD) estiveram Frente a Frente no NOW e falaram sobre o debate quinzenal desta quarta-feira. Apesar de não constarem na ordem dos trabalhos esperados, as eleições presidenciais estiveram no centro do plenário.
"Creio que na quinta-feira foi o último dia em que Luís Montenegro entrou na campanha de Marques Mendes e tinha chamado extremista a António José Seguro, o que me parece ser uma palavra que não se adequa minimamente" ao candidato, começou por sublinhar Mariana Vieira da Silva, que considerou o debate quinzenal "triste".
De seguida, a socialista referiu que a equivalência feita entre as candidaturas de André Ventura e António José Seguro pelo PSD e Luís Montenegro "é um caminho errado".
Já André Coelho Lima afirmou que a segunda volta das eleições presidenciais, que acontecem dia 8 de fevereiro, vão "tornar mais clara" uma divisão que existe hoje na sociedade e "para a qual as pessoas não estão preparadas".
"[Uma das maiores curiosidades para a segunda a volta] é a medida em que André Ventura passa de uma fasquia da qual ainda não passou. É natural que passe. Mas essa passagem de fasquia, dos 22%, 23%, implica penetrar no espaço do PSD. Por isso, era muito importante que quem defenda o PSD, (...) saiba de onde vem a maior ameaça. E a maior ameaça neste contexto vem claramente de um crescimento eleitoral de André Ventura", referiu André Coelho Lima.
Na mesma linha de pensamento, Mariana Vieira da Silva acrescenta que é o próprio líder do Chega, André Ventura, que diz "sistematicamente quer mudar o regime e, portanto, quando dizemos que [a sua vitória] é um risco para a democracia, não estamos a dizer que não vai ser eleito ou que vai viciar as eleições. Estamos a dizer que quer pôr em causa alguns dos elementos estruturais da democracia".