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Os chavões são a imigração descontrolada e a insegurança nas ruas, sendo vários os grupos de extrema-direita que se identificam com o partido liderado por André Ventura.
A manifestação estava inicialmente agendada para o dia 21 de setembro, mas viu a data ser alterada devido aos incêndios, passando para o dia 29 deste mês.
O chavão é a imigração descontrolada e a insegurança nas ruas que, ao mesmo tempo, contrasta com o facto de Portugal ser considerado o quinto país mais seguro do mundo.
Assim que se lançou a ideia foi também lançado o burburinho nos grupos do movimento extremista 1143, cujo rosto mais conhecido é o neonazi Mário machado.
Algumas mensagens trocadas entre membros dos grupos a que a revista Sábado teve acesso revelam a organização logística para integrarem a marcha, mas sem fazerem nenhuma menção ao movimento a que pertencem.
Saltitão: "Boa tarde, camaradas. Como sabem, vai haver uma manifestação do chega contra a imigração e eu irei estar presente tal como outros membros do grupo. Quem quiser estar presente na manifestação que envie mensagem privada a mim ou ao Mário a manifestar interesse para nos podermos organizar e irmos todos juntos. Quem estiver fora de Lisboa e necessitar de se movimentar entre em contacto comigo ou o Mário para encontrarmos solução. Este momento é muito importante para que possamos criar laços entre os membros do grupo e é uma preparação para a nossa manifestação no dia 5 de outubro em Guimarães. Contamos com a vossa presença neste momento muito importante. Quem for à manifestação, é para ir totalmente descaracterizado e sem menção ao nosso grupo. Viva o 1143, viva a vitória. Eternamente juntos por Portugal, irmãos."
“Se o Chega nunca fez nenhuma manifestação contra a imigração em seis anos de existência e nós vamos fazer a terceira no espaço de oito meses, tudo nos leva a crer que a força que temos demonstrado nas ruas, o impacto nos media e sobretudo a simpatia pública das nossas ações terão de facto contribuído para o partido sair do armário”
Estas são declarações de Mário Machado à Sábado que revelam que o porta-voz do movimento extremista considera que o grupo tem influenciado o Chega.
Como têm apontado os números, a mensagem extremista está cada vez mais a propagar-se, em grande parte devido à estratégia digital, como dá conta o relatório anual de segurança interna de 2023.
A marcha está marcada para este domingo e o percurso ainda não foi publicitado, mas acontece na capital e passará pela Almirante Reis, a baixa de Lisboa e a Praça do Município.