Medidas adotadas de apoio à compra de casa por parte dos jovens já estão a fazer crescer o mercado

Jornal de Negócios | 20 de Dezembro de 2024 às 21:46
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Governo

Ainda antes da entrada em vigor da garantia pública, há mais contratos a serem feitos para aproveitar a isenção de impostos. Os intermediários de crédito notam maior dinamismo no mercado e também valores de financiamento mais elevados.

As medidas para apoiar a compra da primeira casa por jovens até aos 35 anos ainda estão a meio gás e já estão a ter impacto no mercado de crédito à habitação. Os intermediários relatam uma maior procura e apontam para uma subida dos montantes a financiar.

Desde agosto que jovens que comprem uma primeira habitação própria e permanente até 316 mil euros estão isentos de pagar IMT e imposto do selo. Além disso, o Governo anunciou uma garantia pública que permite o financiamento a 100% da primeira casa, em imóveis até 450 mil euros.

Os intermediários de crédito contactados pelo "Negócios" apontam para uma maior procura desde que as medidas foram anunciadas e até já alguns processos a avançar junto dos bancos. Há também valores mais elevados. Segundo dados da Flipai, entre agosto e setembro, o montante médio dos pedidos de crédito subiu 9%.

Já a Twinkloo alerta que há muito desconhecimento sobre a garantia pública, que na prática só será acionada caso haja incumprimento.

Segundo os representantes do setor, estes dois apoios direcionados aos jovens vão marcar o próximo ano no crédito à habitação. Vai também manter-se a amortização antecipada sem custos, enquanto o resgate de PPR sem penalização chega ao fim com o final do ano.