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O especialista em segurança e proteção civil Ricardo Ribeiro explicou o impacto das condições meteorológicas adversas no combate aos incêndios rurais em Portugal.
O especialista em segurança e proteção civil Ricardo Ribeiro explicou o impacto das condições meteorológicas adversas no combate aos incêndios rurais em Portugal.
O especialista sublinhou que, apesar da ligeira descida das temperaturas, o comportamento instável das rajadas de vento nas terras altas e o relevo acidentado continuam a ditar a evolução do fogo, alertando que «o vento define toda a problemática da progressão do incêndio».
Ricardo Ribeiro abordou a gestão e o empenhamento dos operacionais em vários teatros de operações ativos no Centro e Norte do país e frisou a necessidade imperativa de coordenação entre meios, advertindo que «os meios aéreos não apagam os incêndios» sem a consolidação imediata no terreno pelas equipas apeadas.
O analista destacou ainda a importância da gestão das faixas de combustível, o corte de vias por motivos de segurança e o elevado risco enfrentado pelos operacionais, lamentando que em Portugal morram anualmente mais bombeiros em serviço do que polícias e militares juntos.