Menina abusada pelo pai, ex-militante do Chega, pode continuar a viver com avó na casa onde os abusos decorreram

| 02 de Maio de 2026 às 11:47
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Fafe

As assistentes sociais que acompanham a criança propuseram ao tribunal de menores que a guarda continue confiada à avó paterna. A mãe da menina não se conforma.

Já passou mais de um mês desde que o candidato do Chega a uma junta de freguesia de Fafe foi detido por suspeitas de abusos sexual da própria filha e de partilha de ficheiros de pornografia infantil. Nestes mais de 45 dias, a criança de cinco anos manteve-se na casa onde foi abusada, entregue aos cuidados da avó paterna, a quem o tribunal confiou a guarda. A mãe da menina mostra-se injustiçada. 

A Justiça pedida pela mãe pode ser feita este mês, pelo Tribunal de Fafe, que vai reapreciar os poderes parentais. A mãe recorreu e acredita que a situação vai mudar. 

Nos sete anos de vida em comum, a jovem diz que por diversas vezes viu o companheiro consumir pornografia, mas nunca com crianças. Só quando a filha começou a falar dos órgãos genitais percebeu que algo de errado podia estar a acontecer. 

O entregador de pizzas de 27 anos foi detido em casa em meados de março, pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga. Nos computadores e discos externos, a PJ encontrou centenas de ficheiros de sexo envolvendo crianças, que o militante do Chega, entretanto expulso, consumia, partilhava e até vendia.  

Entre os muitos ficheiros, a PJ encontrou imagens da própria filha do predador sexual a ser abusada. Em Tribunal, o predador assumiu a partilha de ficheiros, mas jurou a pés juntos que nunca tocou na filha. Ficou em prisão preventiva a aguardar julgamento. 

A mulher que partilhou a vida com ele durante sete anos diz que se trata de um homem violento, doente e manipulador.