Calor
O calor vai manter-se nos próximos dias, com temperaturas acima dos trinta graus em todos os distritos.
Quente, seco e sem chuva. Foi assim que o primeiro mês de verão se fez sentir em Portugal.
Os dados confirmam que a falta de chuva e as temperaturas elevadas deixaram dois terços do país em situação de seca.
Segundo o boletim mensal de julho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, este foi o nono julho mais quente desde 1931. Em 94 anos foi o sétimo com a média da temperatura máxima do ar mais elevada, com cerca de um grau e meio acima do valor médio.
O mês entrou a bater recordes, já que a temperatura mais elevada se registou no dia um. Foi em Alvalade do Sado, em Santiago do Cacém, no Alentejo que se registaram 42,6 graus.
A área que nos finais de junho se encontrava em seca fraca era de 8,8% e passou agora para 62%. Outros 5% do território português em seca moderada.
O IPMA reflete que este foi o 7º julho mais seco dos anos 2000, com um terço da precipitação esperada para este mês.
Ainda assim, o inverno chuvoso tem salvaguardado as albufeiras. A 28 de julho, 70 albufeiras tinham disponibilidade hídrica igual ou superior a 60% do total de armazenamento.
A situação de seca não vai dar tréguas, já que o calor vai continuar nos próximos dias. As temperaturas vão ultrapassar os 30º em todos os distritos, e os 40º na região do Alentejo e no interior das regiões norte e centro.