Militante do Chega apresenta queixa no Ministério Público contra o partido e dirigentes nacionais
Este pedido acontece depois de Garcia Pereira ter exigido a extinção do partido por falta de assinaturas.
O partido Chega enfrenta novas batalhas jurídicas em diversas frentes. Primeiro, o advogado António Garcia Pereira pediu a extinção do partido por ausência de suposta "legitimidade legal". O presidente do partido, André Ventura, criticou as exigências do advogado em entrevista exclusiva ao NOW, esta sexta-feira.
Agora, é um militante do partido que questiona a legalidade de alguns dirigentes.
Apesar de não defender a extinção do Chega, Gregório Teixeira, militante do partido de André Ventura desde a sua criação, considera que alguns dirigentes não têm legitimidade legal para exercer funções, uma vez que as eleições internas foram invalidadas pelo Tribunal Constitucional
Na queixa apresentada à Procuradoria-Geral da República, Gregório Teixeira pediu que sejam aplicadas "medidas coercivas adequadas", como "a notificação imediata dos dirigentes para a cessação do exercício ilegítimo de funções", bem como a "suspensão do acesso a recursos públicos e contas bancárias do partido até regularização da situação".
Apesar de tudo, o militante rejeitou a ideia de extinção do partido, distanciando-se da posição de Garcia Pereira, que foi apoiado por Fernanda Marques Lopes, fundadora e militante número três do Chega.