Militante do Chega exonerada da Câmara de Lisboa: PCP diz que polémica "mostra muito" sobre o partido e Chega fala em testemunhas "sem credibilidade"

Joana Ramalho | 23 de Março de 2026 às 20:00
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Frente a Frente

João Ferreira (PCP) defende que autarquia de Lisboa deve resolver problemas "muito sérios" na cidade. Bruno Mascarenhas (Chega) sublinha "cumprimisso" de Carlos Moedas.

João Ferreira (PCP) e Bruno Mascarenhas (Chega) estiveram esta segunda-feira Frente a Frente no NOW e falaram sobre a polémica em torno de Mafalda Livermore, que foi exonerada dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa por alegadamente ter alugado casas sem condições a imigrantes. Após o caso, acabou por terminar a sua ligação com o partido.

Depois de a deputada Rita Matias ter defendido, no NOW, que Bruno Mascarenhas devia demitir-se da vereação, o deputado garantiu que admira a sua colega e que "ela própria acabou por reconhecer" falhas.

"[Rita Matias] reconheceu que não tinha visto a reportagem e que tinha ouvido falar [sobre o caso de Mafalda Livermore] por alto", disse, acrescentando que a reportagem em questão "é completamente enviesada, sem nenhuma validade".

"As testemunhas que foram encontradas são pessoas que não têm qualquer credibilidade", afirma.

Enquanto isso, João Ferreira destaca que existem problemas "muito sérios" em diversos setores em Lisboa, como por exemplo "em infraestruturas e equipamentos públicos", um tema que deve estar no centro de discussão da autarquia.

"Aquilo que era, antes das eleições, uma postura muito vocal, nomeadamente do Chega, de crítica ao presidente [Carlos Moedas] e à sua ação, depois das eleições transformou-se radicalmente numa postura de apoio e de viabilização de ação da atual gestão municipal", criticou João Ferreira.

Neste sentido, o vereador continuou por atacar o partido liderado por André Ventura, dizendo que aquilo que se passa na Câmara de Lisboa "mostra também muito sobre o que é o Chega".

"Já todos percebemos que há uma sucessão de episódios que revelam contradições, hipocrisias, crimes, não é?", disse.

Em resposta, Bruno Mascarenhas afirmou que aquilo que está em causa é um "conjunto de medidas que estão inscritas" que Carlos Moedas deve cumprir. Caso contrário, "falta à verdade e a um compromisso".