Ministério explica que estes alunos se juntam aos 405 que tinham sido colocados na segunda-feira em escolas públicas localizadas no concelho de Lisboa, após uma reunião que decorreu com 39 diretores.
O Ministério da Educação anunciou a colocação de 569 alunos dos concelhos de Almada, Sintra e Amadora que estavam sem escola atribuída, 65% dos quais com pedidos de matrícula apresentados fora de prazo.
Em comunicado, o ministério explica que estes alunos se juntam aos 405 que tinham sido colocados na segunda-feira em escolas públicas localizadas no concelho de Lisboa, após uma reunião que decorreu com 39 diretores, incluindo escolas artísticas e uma escola de ensino profissional.
A colocação dos alunos de Lisboa, Sintra, Almada e Amadora (nos distritos de Lisboa e Setúbal) fica apenas pendente de validação final, "o que poderá implicar ainda acertos residuais", refere o ministério, garantindo que "nenhum aluno em escolaridade obrigatória ficará sem colocação".
Segundo os dados registados pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), do total de alunos dos ensinos básico e secundário por colocar na segunda-feira em todo o país, 59% correspondiam a matrículas realizadas fora do prazo.
A nota do Ministério da Educação diz ainda que continuam a ser recebidas diariamente novas matrículas, sendo que desde o dia 07 de setembro foram registados 597 pedidos de matrícula para todos os anos de escolaridade em escolas dos concelhos de Almada, Amadora, Cascais, Lisboa, Seixal e Sintra (distritos de Lisboa e Setúbal).
"Estas situações têm vindo a dificultar a colocação atempada dos alunos", refere.
O ministério recorda ainda que, desde o início de setembro, a AGSE tem vindo a promover reuniões de trabalho regulares com diretores e representantes dos municípios nos concelhos com maior número de casos sinalizados.
Esta quarta-feira decorre outra destas reuniões, com diretores de unidades orgânicas de Odivelas (distrito de Lisboa) e do Barreiro (Setúbal), igualmente para encontrar soluções para os alunos ainda sem colocação destes concelhos.
A AGSE, os diretores das escolas e os municípios, em estreita articulação, "estão a desenvolver todos os esforços para identificar, com a maior celeridade possível, soluções que permitam responder às situações ainda pendentes", sublinha o ministério, que diz ser expectável que continuem a surgir novos pedidos de matrícula, nomeadamente em janeiro e fevereiro.
A nota não indica qual o total de alunos que continuam ainda sem escola.