Hugo Soares
A queixa foi apresentada no Departamento Central de Investigação e Ação Penal.
O Ministério Público está a investigar uma denúncia anónima contra Hugo Soares, secretário-geral do PSD, relativa a um alegado favorecimento no acesso a uma cirurgia no Hospital de Santo António. Nem o hospital nem Hugo Soares tinham conhecimento prévio da denúncia.
A queixa foi apresentada no Departamento Central de Investigação e Ação Penal. Paulo Sousa, presidente do Hospital de Santo António, assegura que o deputado foi tratado como qualquer outro cidadão, que o seu caso foi considerado prioritário e que o Ministério Público não solicitou qualquer informação ao hospital até ao momento.
Hugo Soares garante que não desrespeitou qualquer regra e que não beneficiou de qualquer tratamento preferencial.
De acordo com a denúncia, o deputado terá sido colocado no sistema hospitalar como prioridade para passar à frente de outros utentes, tendo sido tratado de forma rápida e discreta.
O secretário-geral do PSD recorreu às urgências do hospital a 13 de julho de 2024, tendo sido triado como urgente e recebido uma pulseira amarela. Posteriormente, foi encaminhado para a especialidade de Cirurgia Geral, após diagnóstico de uma doença inflamatória com indicação para cirurgia prioritária, embora não emergente.
Foi colocado em lista de espera no dia 21 de julho de 2024 e operado a 29 de agosto do mesmo ano. O tempo máximo de resposta para doentes prioritários não oncológicos é de dois meses. Hugo Soares foi operado ao fim de um mês e oito dias.
Segundo o hospital, na lista de inscritos em 21 de julho de 2024 havia apenas um outro utente prioritário, que foi intervenionado antes do deputado.
A denúncia anónima está a ser analisada pelo Ministério Público do Porto.