Bairro da Pasteleira
Já a Rafaela Lima, ex-companheira do arguido, a procuradoria pede pena suspensa, por considerar que o seu testemunho foi fundamental na acusação.
Decorreu durante esta segunda-feira uma parte das alegações finais que sentam no banco dos réus 37 arguidos acusados de tráfico de droga no Bairro da Pasteleira Nova.
O procurador do Ministério Público explicou que ficou provada a existência de uma rede de crime organizado que distribuía material estupefaciente no Bairro da Pasteleira e que funcionava como uma empresa: por turnos e com diferentes trabalhadores.
Para além desta rede ficou também provado que existiam laboratórios, que se situavam longe do bairro, mas que serviam para “cozinhar” a droga para venda. A tese é sustentada com base nos depoimentos dos arguidos, nas buscas da PSP e em mensagens apreendidas nos telemóveis dos envolvidos.
Da rede Pica Pau/Picolé fazia parte Fábio Ribeiro, de 37 anos, alegado cabecilha, mas também Vanessa Lemos, braço-direito do Barão da Pasteleira.
Por isso, o ministério público pede a pena de 12 a 25 anos de prisão por associação criminosa e quatro a 12 anos por tráfico de estupefacientes.
Para a arguida, o Ministério Público não pediu pena e avalia o enquadramento jurídico.
O grupo controlava vários apartamentos no Bairro da Pasteleira que serviam para guardar a droga e para abrigos em caso de fuga da polícia.
Rafaela Lima, ex-namorada do Barão da Pasteleira, confessou em tribunal que Fábio era o líder desta rede e que apoiava financeiramente os membros que eram presos e que faturavam diariamente entre 20 a 40 mil euros.
Para à ex-companheira, o Ministério Público pede pena suspensa, uma vez que considera que o seu testemunho foi importante para apurar os factos.
As buscas realizadas pela PSP em 2023 levaram à detenção de Fábio Ribeiro, que aguarda em prisão preventiva pela leitura da sentença.
Durante esta segunda-feira não foi possível ouvir todas as alegações, que vão continuar nesta terça-feira no tribunal de São João Novo, no Porto.