Ministério Público pede a condenação do Barão da Pasteleira: de 12 a 25 anos de prisão por associação criminosa e 4 a 12 por tráfico de estupefacientes

| 08 de Julho de 2025 às 13:00
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Bairro da Pasteleira

Já a Rafaela Lima, ex-companheira do arguido, a procuradoria pede pena suspensa, por considerar que o seu testemunho foi fundamental na acusação.

Decorreu durante esta segunda-feira uma parte das alegações finais que sentam no banco dos réus 37 arguidos acusados de tráfico de droga no Bairro da Pasteleira Nova.

O procurador do Ministério Público explicou que ficou provada a existência de uma rede de crime organizado que distribuía material estupefaciente no Bairro da Pasteleira e que funcionava como uma empresa: por turnos e com diferentes trabalhadores.

Para além desta rede ficou também provado que existiam laboratórios, que se situavam longe do bairro, mas que serviam para “cozinhar” a droga para venda. A tese é sustentada com base nos depoimentos dos arguidos, nas buscas da PSP e em mensagens apreendidas nos telemóveis dos envolvidos.

Da rede Pica Pau/Picolé fazia parte Fábio Ribeiro, de 37 anos, alegado cabecilha, mas também Vanessa Lemos, braço-direito do Barão da Pasteleira.

Por isso, o ministério público pede a pena de 12 a 25 anos de prisão por associação criminosa e quatro a 12 anos por tráfico de estupefacientes.

Para a arguida, o Ministério Público não pediu pena e avalia o enquadramento jurídico.

O grupo controlava vários apartamentos no Bairro da Pasteleira que serviam para guardar a droga e para abrigos em caso de fuga da polícia.

Rafaela Lima, ex-namorada do Barão da Pasteleira, confessou em tribunal que Fábio era o líder desta rede e que apoiava financeiramente os membros que eram presos e que faturavam diariamente entre 20 a 40 mil euros.

Para à ex-companheira, o Ministério Público pede pena suspensa, uma vez que considera que o seu testemunho foi importante para apurar os factos.

As buscas realizadas pela PSP em 2023 levaram à detenção de Fábio Ribeiro, que aguarda em prisão preventiva pela leitura da sentença.

Durante esta segunda-feira não foi possível ouvir todas as alegações, que vão continuar nesta terça-feira no tribunal de São João Novo, no Porto.