Ministério Público pede pena entre oito e 12 anos de prisão para Patrocínio Azevedo
Os procuradores dizem que o antigo vice-presidente da Câmara de Gaia violou a confiança dos cidadãos.
Após três sessões de alegações, o Ministério Público fez o pedido das penas para os 16 arguidos da Operação Babel. Os procuradores entendem que existiu um pacto corruptivo e que todos devem ser condenados.
Para Patrocínio Azevedo, antigo vice-presidente da Câmara de Gaia, é pedida uma pena entre os oito e os 12 anos. Os magistrados consideram que o mais adequado seria uma pena sempre acima de metade deste intervalo, ou seja, superior a dez anos.
A mesma condenação foi pedida para o advogado João Lopes, tido como o intermediário da corrupção, e a ainda para Paulo Malafaia, promotor imobiliário. Já para Elad Dror, do grupo Fortera, os procuradores também pediram uma pena no mesmo intervalo, mas dizem que neste caso poderá ser inferior a dez anos.
Nas alegações, no Tribunal de Vila Nova de Gaia, foram ainda pedidas penas suspensas até cinco anos para dois arguidos, entre eles Luísa Aparício, que era diretora municipal do urbanismo. Foram também requeridas penas de multa para dez empresas.
Para o Ministério Público, ficou provado que o ex-autarca de Gaia recebeu 125 mil euros e quatro relógios para favorecer projetos do grupo Fortera, uma atuação que os procuradores consideram que violou a confiança dos cidadãos e manchou o nome da Câmara Municipal.
Patrocínio esteve preso durante quase dois anos, tal como Paulo Malafaia. A defesa do ex-autarca alega esta quarta-feira.