MP pede pena máxima para Fernando Valente
A defesa acusou inspetores da Polícia Judiciária de torturarem uma testemunha, acusação que o advogado de defesa de Mónica diz não constar no depoimento.
Decorreram esta quarta-feira as alegações finais do julgamento de Fernando Valente, que está acusado de crimes de homicídio qualificado, aborto e profanação de cadáver de Mónica Silva.
Durante as alegações, que decorreram durante toda a manhã, foram vividos momentos de tensão.
O Ministério Público (MP) deu pena máxima - 25 anos - para o suspeito. O advogado de defesa de Fernando Valente diz que a acusação está assente em suposições e que houve falta de contraditório da comunicação social. No entanto, o próprio advogado não prestou declarações aos jornalistas.
A defesa acusa ainda inspetores da Polícia Judiciária de torturarem uma testemunha, acusação que o advogado de defesa de Mónica diz não constar no depoimento.
Alega ainda provas manipuladas e pede a absolvição de Fernando Valente. O MP diz que as provas são suficientes e a defesa de Mónica pede também os 25 anos de prisão.
Pela primeira vez, a sessão do caso foi aberta ao público. Nas alegações finais estiveram presentes alguns familiares da vítima, mas nenhum do agressor, que entrou e saiu sozinho do tribunal. O arguido pediu a palavra e voltou a garantir inocência perante o coletivo de juízes e os quatro jurados.
A leitura do acordão está marcada para o dia 8 de julho, no Tribunal de Aveiro.