Julgamento Chega
André Ventura considera que isso seria um precedente muito grave. As alegações finais aconteceram esta quinta-feira em Lisboa.
A juíza Ana Barão perguntou ao Presidente do Chega esta quinta-feira se não achava que a comunidade cigana se poderia sentir ofendida com os cartazes do seu partido. O arguido respondeu que não e acrescentou que os cartazes não tinham o objetivo de ofender ou diminuir. Segundo André Ventura, o objetivo era suscitar um debate político na sociedade sobre aquilo que diz ser a falta de integração e o incumprimento da lei.
O Ministério Público (MP) é claro e pede a retirada dos cartazes do Chega que foram espalhados em várias ruas. Os placards dizem que a comunidade cigana "tem de cumprir a lei".
André Ventura defende ainda que o raciocínio subjacente à ação legal abre caminho para o fim da política em Portugal.
O caso chegou a tribunal depois de uma petição interposta por um grupo de representantes da comunidade cigana.
Em tribunal, Olga Mariano, dirigente associativa da comunidade cigana, afirma que nunca se sentiu tão discriminada e racializada como agora.
Foram ainda ouvidas duas outras testemunhas chamadas pela defesa dos autores da petição. Dizem que se sentem intimidadas e que os comentários reforçam as perceções sociais negativas.