Ministro da Defesa da Colômbia admite incerteza quanto a motivações do ataque a Miguel Uribe, mas não exclui teor político

| 09 de Junho de 2025 às 10:56
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Pedro Sánchez, ministro da Defesa da Colômbia

"Algumas hipóteses foram avaliadas quanto às razões por detrás do atentado contra Miguel Uribe. Não podemos garantir que alguma tenha mais peso do que outra, mas, neste momento, não é possível confirmar nem afastar nenhuma delas", declarou o ministro à imprensa.

O ministro da Defesa da Colômbia admitiu este domingo que ainda não foram apuradas as motivações do atentado contra o candidato presidencial Miguel Uribe, mas afirmou que não se pode descartar a possibilidade de se tratar de um ataque com motivações políticas.

"Algumas hipóteses foram avaliadas quanto às razões por detrás do atentado contra Miguel Uribe. Não podemos garantir que alguma tenha mais peso do que outra, mas, neste momento, não é possível confirmar nem afastar nenhuma delas", declarou o ministro à imprensa.

Segundo a mesma fonte, as possibilidades em análise dividem-se em três grandes grupos: o ataque pode ter sido dirigido especificamente a Miguel Uribe enquanto indivíduo; poderá estar relacionado com a sua posição enquanto figura política e membro do seu partido; ou ainda representar uma tentativa de desestabilizar o Governo nacional, através da eliminação de figuras que se opõem à atual administração.

Este atentado, considerado um dos episódios mais graves da política colombiana no século XXI, reacendeu as memórias da longa e trágica história de violência política no país. Recorde-se que, em 1948 e durante as décadas de 1980 e 1990, cinco candidatos presidenciais foram assassinados.

A maioria destes crimes esteve, alegadamente, ligada a cartéis do narcotráfico, frequentemente em conluio com atores políticos e elementos do Estado.