Ministro da Defesa pede parecer sobre construções ilegais em depósito de munições da NATO na sequência do Repórter Sábado

| 01 de Maio de 2026 às 16:54
Nuno Melo
Nuno Melo FOTO: LUSA_EPA

“Nos últimos 50 anos, tem-se verificado uma proliferação de construções ilegais na referida zona de Servidão Militar, que tem sido objeto de fiscalização pela Marinha, de levantamento de autos de notícia e de consequente despacho de embargo e/ou demolição, ações que têm vindo a ser reforçadas no decurso deste Governo”, lê-se em comunicado do Ministério da Defesa.

O ministro da Defesa, Nuno Melo, pediu um parecer ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) devido à “proliferação de construções ilegais” na zona de servidão militar do Depósito de Munições NATO de Lisboa, na sequência de uma investigação do , no NOW. 

“Nos últimos 50 anos, tem-se verificado uma proliferação de construções ilegais na referida zona de Servidão Militar, que tem sido objeto de fiscalização pela Marinha, de levantamento de autos de notícia e de consequente despacho de embargo e/ou demolição, ações que têm vindo a ser reforçadas no decurso deste Governo”, lê-se em comunicado do Ministério da Defesa. 

Segundo a nota, “foi remetido pelo Sr. Ministro da Defesa Nacional, a 02/04/2026, pedido de parecer ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República”. 

O Ministério da Defesa referiu que o depósito de munições “constitui uma infraestrutura militar de elevada relevância estratégica no quadro das responsabilidades de defesa nacional e dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado português, integrando o inventário de infraestruturas NATO, circunstância que reforça a necessidade de assegurar condições adequadas de segurança territorial em torno da instalação”. 

O ministro esclareceu que "a Marinha, enquanto Ramo das Forças Armadas, não tem como missão ou vocação a reposição da legalidade urbanística, nomeadamente para prosseguir com as demolições das referidas construções ilegais e consequente e necessário realojamento das populações".