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«Ministro reconheceu erros e o facto do Governo pedir desculpas em público não é frequente», diz Pedro Santana Lopes

| 20 de Julho de 2026 às 23:46
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Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, marcou presença esta segunda-feira no NOW e analisou os problemas registados na divulgação e classificação das notas dos exames nacionais e as consequências para os alunos.

Considerou compreensível que o ministro se sentisse aliviado após a publicação das notas, mas sublinhou que o processo ainda não terminou e que deverá continuar a existir alguma confusão.

Destacou também o pedido público de desculpas do Governo e o reconhecimento de que o procedimento correu mal. Sobre a digitalização, comparou a experiência portuguesa com a da Finlândia, onde a transição decorreu entre 2012 e 2019, e afirmou: «acho que se calhar a velocidade foi exagerada».

Apesar disso, defendeu que a digitalização faz parte do caminho seguido por vários países. Santana Lopes alertou ainda para os alunos com notas suspensas, que poderão concorrer numa fase especial em setembro, com menos vagas disponíveis, e disse que o Ministério deve garantir que não sejam prejudicados.

Criticou igualmente a cobrança de 25 euros na segunda época, defendendo que, perante um erro do Estado, os alunos não devem pagar. Embora admita possíveis pedidos de reparação ou indemnização, considera que essas soluções não eliminam as consequências para quem perder uma oportunidade de acesso ao ensino superior.