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O presidente da Câmara de Lisboa considera que o ministro da Administração Interna deu as explicações necessárias e que a persistência da polémica se deve ao interesse político do Chega em não deixar o caso morrer. Alertou também para a urgência de o ministro estar focalizado nos incêndios
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, defendeu esta quinta-feira no NOW que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, "justificou, explicou e mostrou que não houve nenhum favorecimento", considerando que "a maior parte dos portugueses perceberam as razões do ministro e o caso chegou ao fim".
Sobre o episódio do atrelado enviado para Braga, Moedas enquadrou-o como sintoma de um problema mais amplo do Estado: "Temos um chefe da PJ que tem que tomar uma decisão entre não ter dinheiro para tratar do atrelado e o perigo de explosão, sendo ajudado por um privado. Isto é muito do que se vive hoje na esfera pública — as instituições não têm dinheiro."
Para o autarca, Luís Neves "tomou a boa decisão" e "reconheceu os erros", sendo "o primeiro a dizer que se fosse hoje faria diferente".
Moedas lançou, no entanto, um alerta sobre as prioridades do momento: "Nós precisamos do ministro bem focalizado no que aí vem. Temos incêndios a começar."
Quanto à persistência da polémica, o presidente da câmara de Lisboa apontou o dedo ao Chega e, por arrastamento, ao PS: "O Chega não quer que o caso tenha fim — tornou-se um ponto político e uma guerra política. O PS vai a reboque porque está na oposição."
Sobre André Ventura, foi direto: "O que o move é o populismo — o querer destruir o sistema."