Montenegro respondia assim ao deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, que denunciou “a maior crise da habitação na história” do país.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu esta quinta-feira no parlamento que a “moderação dos preços” da habitação para compra ou arrendamento “será inevitável”, após “medidas arriscadas” do Governo, que “não têm resultados imediatos”.
“Eu estou disponível para arriscar, para aguentar o embate do período de transição e acreditar que este caminho vai produzir resultados, porque a partir do momento em que haja maior oferta no mercado de habitação, seja para arrendamento, seja para aquisição, parece-me que a moderação do preço será inevitável”, afirmou o chefe do Governo, durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
Montenegro respondia assim ao deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, que denunciou “a maior crise da habitação na história” do país.
Numa intervenção com gíria futebolística, o bloquista apelidou o programa para o setor anunciado pelo Governo como “um rotundo autogolo”.
“O senhor primeiro-ministro quer agora baixar a fiscalidade dos fundos imobiliários e das construtoras porque acha que o milagre vai resolver a crise da habitação. Criou um curioso conceito de renda moderada que pode ir até aos 2.300 euros (…), que na vida concreta dos portugueses é despejo”, criticou Figueiredo.