Montenegro promete medidas “com equilíbrio” e se necessário “sacrificar resultados” orçamentais

Lusa | 08 de Abril de 2026 às 22:54
Primeiro-ministro, Luís Montenegro
Primeiro-ministro, Luís Montenegro FOTO: LUSA_EPA

O primeiro-ministro assegurou que o Governo continuará, nas próximas semanas, a tomar "as medidas que forem adequadas, com equilíbrio, com sentido de responsabilidade, com um sentido de adaptação à realidade", uma vez que as perspetivas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irão têm mudado todos os dias.

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que o Governo responderá "com equilíbrio" à situação gerada pela guerra no Médio Oriente, sem cair na tentação de medidas que "parece que resolvem tudo e não resolvem nada", admitindo se necessário sacrificar resultados orçamentais.

Luís Montenegro falava no início do Conselho Nacional do PSD, numa intervenção aberta à comunicação social, onde disse não ter "nenhuma obsessão com os superávites" no Orçamento.

"Se algum dia for preciso sacrificar esse resultado para que as pessoas sofram menos impacto e para que a economia também possa suster impactos mais negativos, nós tomaremos as medidas respetivas. Felizmente hoje em dia, para Portugal, se tivéssemos um pequeno défice, continuávamos a ser mesmo assim os campeões da estabilidade financeira e económica na Europa", defendeu.

O primeiro-ministro assegurou que o Governo continuará, nas próximas semanas, a tomar "as medidas que forem adequadas, com equilíbrio, com sentido de responsabilidade, com um sentido de adaptação à realidade", uma vez que as perspetivas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irão têm mudado todos os dias.

"Isto exige sentido de responsabilidade, sentido de oportunidade, não cairmos na tentação de acorrer - aqui com esse duplo significado - de acorrer e de ir a correr, com soluções que parece que resolvem tudo e depois não resolvem nada", disse.

Montenegro assegurou que o Governo está preparado, quer para "uma evolução mais negativa", quer para "uma evolução mais positiva" da guerra no Médio Oriente.

"A minha e a nossa expectativa é que o país, precisamente porque saiu fortalecido dos exercícios orçamentais dos últimos anos, está hoje muito mais habilitado para poder ter as decisões que se impõem para que as pessoas tenham o menor impacto possível daquilo que possam ser as influências externas desta crise", disse.