Taxa de mortalidade infantil
O aumento ocorre num ano particularmente marcado por constrangimentos nos serviços de ginecologia e obstetrícia, com várias urgências encerradas devido à falta de médicos, sobretudo na região da Grande Lisboa.
A taxa de mortalidade infantil em Portugal aumentou 20% em 2024, em comparação com o ano anterior. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), morreram 252 bebés com menos de um ano, mais 42 do que em 2023. Estes números estão ainda sujeitos a análise, mas já levantam preocupações significativas junto das autoridades de saúde.
O aumento ocorre num ano particularmente marcado por constrangimentos nos serviços de ginecologia e obstetrícia, com várias urgências encerradas devido à falta de médicos, sobretudo na região da Grande Lisboa.
O mês de dezembro registou o valor mais elevado de mortalidade infantil desde 2019, reforçando o alerta em torno da situação. A região da Península de Setúbal destaca-se como a mais preocupante, com uma taxa de mortalidade infantil de 3,7 por cada mil nascimentos — um valor superior à média europeia.
Esta é também a região onde têm sido mais frequentes os constrangimentos no acesso a cuidados de saúde para grávidas.
Face à gravidade do cenário, a Direção-Geral da Saúde criou, em janeiro, uma comissão para avaliar os casos de mortalidade infantil e os fatores a eles associados. Esta comissão irá analisar elementos como os fatores demográficos e socioeconómicos dos agregados familiares, os cuidados de saúde prestados, a área geográfica e o ambiente envolvente em que ocorrem os óbitos.