«Moscovo está realmente a tentar testar os limites da segurança europeia»: Daniela Nunes

| 27 de Setembro de 2026 às 14:53
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Sobre a invasão à Ucrânia, é discutida a possibilidade de ações russas contra vizinhos europeus e as condições jurídicas para a ativação do artigo quinto da NATO. Salienta-se que «o Artigo 5.º invoca o artigo 51.º da Carta das Nações Unidas» e que o Tribunal Internacional de Justiça exige um determinado limiar de danos e demonstração de autoria para caracterizar um ataque armado, algo que Moscovo contorna com ações híbridas.

Os especialistas Patrícia Akester, Bernardo Valente e Daniela Nunes analisaram este domingo no NOW a oferta russa para mediar a crise no Médio Oriente e os impactos na segurança ocidental.  

O painel sublinha que o regime iraniano mantém um efeito «preverso» sobre a sua população e que uma suposta intervenção diplomática de Moscovo apenas visa posicionar o país na cena internacional.  

Sobre a invasão à Ucrânia, é discutida a possibilidade de ações russas contra vizinhos europeus e as condições jurídicas para a ativação do artigo quinto da NATO. Salienta-se que «o Artigo 5.º invoca o artigo 51.º da Carta das Nações Unidas» e que o Tribunal Internacional de Justiça exige um determinado limiar de danos e demonstração de autoria para caracterizar um ataque armado, algo que Moscovo contorna com ações híbridas.  

O painel aponta que a estratégia de Vladimir Putin passa por desgastar e provocar divisões entre aliados ocidentais, avaliando ainda as dificuldades militares russas na frente leste ucraniana e a improbabilidade de cedências territoriais num eventual acordo de paz mediado externamente.