Braga
A procuradora considerou que o crime foi cometido de forma desumana e crua. Já a defesa de Marley Machado pediu a absolvição, por existirem demasiadas dúvidas sobre quem desferiu as três facadas.
A procuradora do Ministério Público diz não ter dúvidas que Mateus Marley Machado matou ‘Manu’. Para a magistrada, durante o julgamento, ficou provado que o brasileiro de 27 anos esteve envolvido no crime e que o cometeu de forma desumana e fria.
Pediu por isso ao Coletivo, durante as alegações finais, a condenação do arguido, até porque, sublinhou a procuradora, a sociedade tem de perceber que estas situações não podem passar impunes.
A posição do Ministério Público foi contestada pela defesa do arguido, que defendeu a absolvição, ou, no limite, a condenação por um crime com moldura penal inferior.
O crime ocorreu na madrugada de 12 de abril do ano passado, à porta do Bar académico de Braga. ‘Manu’, como era conhecida a vítima, de apenas 19 anos, foi assassinado com três facadas, após uma cena de violência que envolveu vários jovens.
O advogado que representa a família de Manuel, considerou que a prova feita em julgamento foi demolidora e descreve o desprezo gelado com que o arguido golpeou a vítima. José Dantas referiu-se ainda ao calvário que os pais e a irmã de ‘Manu’ atravessam desde o homicídio.
Mateus Marley Machado, que foi detido pela PJ de Braga cinco dias após o crime, quando se preparava para deixar o país manteve-se em silêncio durante todo o julgamento.