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O escritor Gonçalo M. Tavares esteve no NOW e criticou duramente o programa escolar português, que prevê apenas um livro obrigatório por ano, classificando a situação como 'absolutamente ridícula'. Durante a entrevista, Gonçalo M. Tavares defendeu que a literatura é fundamental para o ensino da língua portuguesa, pois coloca em movimento toda a potência da linguagem, incluindo ambiguidade, ironia e humor. O autor destacou que ensinar gramática sem literatura é 'como ensinar a jogar futebol sentados' e disse que os alunos devam ler no mínimo cinco livros por ano, citando exemplos internacionais como França, que recomenda dez livros anuais, e Espanha, com cinco. O escritor defendeu também que José Saramago, 'património mundial', deve continuar obrigatório nas escolas portuguesas e sublinhou ainda é 'lido em todo lado'. «Quando houve a pandemia, um dos livros mais vendidos na Amazon foi o 'Ensaio sobre a Cegueira'», acrescentou.