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«Não pode ser o Hezbollah nem Israel a ocupar o Líbano»

| 24 de Junho de 2026 às 15:35
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Maria João Tomás notou, no NOW, que "o regime sai mais fortalecido".

Maria João Tomás analisou a atual situação geopolítica no Médio Oriente, no NOW. Durante a entrevista, destacou que o Irão funciona como um regime militar, onde "quem manda ali é a Guarda Revolucionária".

Apesar dos conflitos e das pressões históricas, notou que "o regime sai mais fortalecido", assim como as suas alianças estratégicas com a Rússia e a China.

Recordou a sua experiência no Irão quando o acordo nuclear foi rasgado, salientando que a saída das empresas ocidentais abriu espaço para o domínio chinês na refinação de petróleo.

Sobre o conflito no Líbano, Maria João Tomás explicou que "é muito difícil afastar o Hezbollah, porque o Hezbollah é um Estado dentro do Estado e o Estado libanês é uma espécie de um Estado falhado".

Salientou que a resposta israelita para afastar o grupo extremista da linha azul tem sido desproporcional.

"Nada justifica a guerra que se está ali a passar", referiu, acrescentando que morrem civis e são atacados edifícios.