"NATO tem sido um tigre de papel", Pete Hegseth critica aliados da Aliança Atlântica
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O secretário da Defesa norte-americano ameaçou retomar a ação militar e o bloqueio naval caso Teerão não cumpra o acordo, e exigiu que os europeus assumam a liderança na sua própria defesa convencional.
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, deixou avisos em duas frentes na reunião de ministros da Defesa da NATO em Bruxelas: ao Irão, que enfrentará novo bloqueio naval e ação militar se não honrar o memorando assinado; e aos aliados europeus, que considera terem falhado durante a guerra no Médio Oriente.
Sobre o Irão, Hegseth foi inequívoco: "O presidente salientou que estaremos preparados para retomar as ações militares se, dentro do calendário destas negociações, o Irão não fizer o que diz que vai fazer", afirmou, acrescentando que os EUA são "mais do que capazes de reimpor um bloqueio intransponível".
O memorando de 14 pontos prevê o fim imediato das hostilidades, a garantia iraniana de nunca desenvolver armas nucleares, um fundo de 300 mil milhões de dólares para a reconstrução do Irão e 60 dias de negociações sobre o programa nuclear.
Mais duro foi com os aliados da NATO. "Foi vergonhoso", disse Hegseth, referindo-se à falta de apoio europeu durante o conflito com o Irão, anunciando uma revisão de seis meses sobre a presença militar norte-americana na Europa.
O secretário da Defesa defendeu uma refundação da Aliança Atlântica, uma "NATO 3.0, inspirada na NATO 1.0 que venceu a Guerra Fria", exigindo que os europeus assumam efetivamente "a liderança na defesa convencional da Europa".
"Há já demasiado tempo a NATO tem sido um tigre de papel e uma via de sentido único. Chega!", declarou, apontando à cimeira de Haia como o momento para concretizar esse compromisso com o 'hard power' e a dissuasão efetiva.